Reportagem: Aline Tavares
Fotos: Acervo Instituto Butantan/Centro de Memória e Comunicação Butantan
Esta matéria contou com a contribuição dos pesquisadores do Instituto Butantan Felipe Grazziotin, Silvia Travaglia Cardoso e Vania Mattaraia. Agradecimento especial ao Centro de Memória do Instituto Butantan
No Especial 125 anos do Instituto Butantan, viaje pela História e pelas histórias que fazem dessa instituição centenária uma referência global em pesquisa, produção e educação científica.
A relação com os animais é parte substancial da rotina do Instituto Butantan desde a sua criação, em 1901. Essa simbiose – um ciclo de cooperação mútua que envolve sociedade, ciência e conservação – é o que equilibra o ecossistema da instituição, possibilitando a produção de soros que salvam vidas, a educação ambiental e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à saúde pública e ao bem-estar animal. Juntos, esses pilares tornam o Butantan um protagonista em Saúde Única ou Uma Só Saúde – conceito que conecta saúde humana, animal e ambiental.
Seja na extração de veneno que o médico sanitarista Vital Brazil demonstrava à população curiosa que visitava o Instituto no início do século XX, ou nos atuais museus do Parque da Ciência que recebem cerca de 200 mil visitantes por ano; seja na produção de soros em laboratórios improvisados no começo do século passado, ou nas fábricas que hoje entregam 600 mil frascos de antiveneno anualmente, o Butantan sempre se pautou pelas necessidades das pessoas, dos animais e do meio ambiente.
Por meio do antigo sistema de permuta introduzido por Vital, as serpentes chegavam ao Instituto com a ajuda da população. No imaginário popular, a instituição foi se tornando referência no recebimento de animais peçonhentos, ao mesmo tempo em que conscientizava o público sobre a importância de estudá-los e preservá-los. Mais tarde, passou também a ser casa para espécimes resgatados do tráfico, por meio de operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e das polícias Ambiental, Rodoviária Federal e Civil.
Para dar conta dessa atuação multifacetada, foi preciso criar uma extensa estrutura voltada ao recebimento e manejo responsável de animais vivos. Há décadas, todos os espécimes que chegam ao Instituto Butantan entram pelo setor de Recepção de Animais, que avalia, registra e concede o destino adequado para cada um. Entre cobras, aranhas e escorpiões, foi se estruturando uma rede composta por quatro frentes: uma dedicada às exposições de caráter educativo; uma com a função de identificar, registrar, armazenar e conservar os animais; uma focada no estudo dos venenos; e outra responsável pela produção de soros.

Ao longo de seus 125 anos, o Instituto Butantan desenvolveu diferentes mecanismos para receber animais. O primeiro surgiu diante da urgência de se produzir soros contra os acidentes ofídicos, que levou Vital Brazil a estabelecer um sistema de permuta com a população: trabalhadores rurais enviavam serpentes em caixas de madeira especialmente projetadas pelo médico sanitarista, e em troca recebiam soro, instrumentos de contenção para ajudar na captura do animal e material informativo.
Essa prática deixou de existir há muito tempo e, hoje, os soros só podem ser encontrados nas unidades de saúde e administrados por profissionais qualificados. Apesar disso, a instituição continua sendo referência para os brasileiros que se deparam com animais peçonhentos em suas residências e, por vezes, recebe doações de espécimes que contribuem para apoiar suas pesquisas científicas e a produção de antivenenos.
Devido à sua expertise na área, o Butantan também se tornou parceiro de órgãos federais e estaduais, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e passou a receber animais apreendidos do tráfico. Nesse caso, a missão do Instituto é cuidar e dar uma nova vida aos bichos resgatados, que não podem ser reintroduzidos na natureza.
Os animais que chegam por doação ou por apreensão podem ser destinados à extração de veneno, para produção de soros; à pesquisa científica; à exposição nos museus e viveiros, como forma de fomentar a educação ambiental; e à coleção zoológica, responsável por descrever espécies, armazená-las e preservá-las.
No caso das serpentes, por exemplo, a maioria das nativas peçonhentas é enviada ao Laboratório de Herpetologia, que mantém um plantel para extração de veneno, enquanto as não peçonhentas ou exóticas (que não ocorrem no Brasil) seguem para os museus ou para outros laboratórios para fins de pesquisa. Todas passam por uma quarentena e atendimento veterinário, a fim de eliminar parasitas e garantir que estão saudáveis.
Outra forma de entrada de animais no Butantan é por meio das expedições de campo, realizadas por pesquisadores para conduzir estudos, descobrir novas espécies e acompanhar a saúde de populações.

“Na conservação, tudo começa com a descrição da espécie, porque não há como conservar o que não se conhece” (Felipe Grazziotin, pesquisador e curador da Coleção Herpetológica do Laboratório de Coleções Zoológicas do Butantan)
Imagine por um momento qual seria o impacto ambiental se cada pesquisador do mundo dedicado a jararacas ou cascavéis precisasse ter um exemplar em mãos para conduzir seus estudos. Graças às coleções zoológicas, isso não é necessário: os cientistas podem fazer pesquisas sobre serpentes e outros animais sem usá-los diretamente. As coleções funcionam como “guardiãs” da história evolutiva e da biodiversidade, sendo responsáveis por armazenar, preservar e produzir conhecimento sobre os animais, disponibilizando esses dados para outros cientistas.
O trabalho do Laboratório de Coleções Zoológicas do Butantan envolve identificar novas espécies, entender sua distribuição geográfica e estudar sua evolução. Para identificar a espécie coletada durante uma expedição ou descrevê-la como uma nova espécie, os cientistas utilizam a comparação com os chamados “espécimes-tipo” das coleções zoológicas – os originais usados para descrever a espécie pela primeira vez. Eles são armazenados por décadas e usados como referência permanente, o que ajuda a reduzir o uso de animais vivos em pesquisa e traçar estratégias eficazes de conservação.
Quando um animal entra para a coleção, os pesquisadores realizam a coleta de diversos materiais – veneno, glândulas de veneno, sangue, fezes e tecidos. Isso ajuda a gerar as informações necessárias para que qualquer cientista, no presente ou no futuro, possa estudar aspectos como genética, reprodução e alimentação, contribuindo para a preservação das espécies.
“A amostra temporal é outro fator indispensável: precisamos saber o quanto aquela população mudou ao longo do tempo, coletando espécimes em diferentes espaços temporais. Com isso, conseguimos traçar a evolução da ocupação do solo, da saúde dessas populações e da biodiversidade em si”, diz o pesquisador Felipe Grazziotin.

Em construção desde o começo do século XX, a Coleção Herpetológica (de serpentes) é a mais antiga do Instituto, e surgiu por uma necessidade de saúde pública. Era preciso um lugar para armazenar as diferentes espécies de cobras peçonhentas que eram base para a produção dos respectivos antivenenos, específicos para cada uma. Com o passar dos anos, a coleção foi se ampliando e passou a incluir outros animais de interesse em saúde, como aranhas, escorpiões, insetos, ácaros e carrapatos.
O acervo de serpentes do Butantan já foi o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. A participação da sociedade no antigo sistema de permuta foi peça-chave para o desenvolvimento inicial da coleção. Nas primeiras décadas de 1900, o número de serpentes enviadas ao Instituto crescia exponencialmente: só no ano de 1931, o Instituto recebeu 20.000 exemplares vivos. Até hoje, durante suas expedições no interior do país, o pesquisador Felipe Grazziotin encontra famílias que guardam com orgulho as caixas de transporte de serpentes, que então eram fornecidas pelo Butantan à população, como símbolos dessa colaboração histórica.

Tudo mudou em 2010, quando um incêndio de grandes proporções acometeu o prédio que abrigava o acervo herpetológico do Instituto. A tragédia culminou na perda de mais de 80% dos 96 mil exemplares, e cerca de 900 eram espécimes-tipo – utilizadas na descrição de novas espécies por pesquisadores do mundo todo. O edifício foi reinaugurado em 2013 com um sistema avançado de segurança e prevenção de incêndios, e hoje o laboratório desenvolve projetos inovadores para recuperar e preservar a coleção. Tecnologias como sequenciamento genético e microtomografia computadorizada permitem estudar todos os aspectos dos animais sem precisar manuseá-los.
Atualmente, a entrada de serpentes no Instituto se limita a 1.500 a 2.000 exemplares por ano. A redução dos números reflete uma sociedade mais consciente sobre conservação, que prioriza manter os animais em seu ambiente natural, e os esforços da própria instituição, que trabalha em prol da preservação das espécies em seu habitat nativo.

As décadas de trabalho com serpentes e outros animais peçonhentos possibilitaram não só que o Instituto Butantan se tornasse referência mundial na fabricação de antivenenos, mas também se especializasse em investigar os componentes das peçonhas e suas diversas aplicações biomédicas.
Nas mãos e mentes dos pesquisadores do Butantan, os venenos dos animais peçonhentos ganham novos significados por meio de estudos em toxinologia. Essa área busca desvendar os mecanismos por trás do envenenamento e descrever a composição dos venenos, em uma investigação constante de possíveis novos usos para suas moléculas.
Muitos desses trabalhos resultaram na descoberta de proteínas com potencial farmacológico, visando o desenvolvimento de terapias para problemas de saúde como câncer, dor crônica e doenças autoimunes. Exemplo disso é a crotoxina, proteína do veneno da cascavel estudada pelo Instituto há mais de 20 anos, que demonstrou atividade anti-inflamatória e antitumoral em diferentes pesquisas.
“Graças ao trabalho de gerações de pesquisadores do Butantan, as serpentes brasileiras figuram como as mais estudadas do mundo. Há métodos de pesquisa, como geração de dados genéticos desses animais, que foram feitos pela primeira vez aqui, com as serpentes nativas”, aponta o pesquisador Felipe Grazziotin.

A expertise do Instituto em toxinologia também evoluiu fora do eixo das serpentes, com pesquisas sobre os venenos de escorpiões, aranhas, lagartas, anfíbios e peixes. Na lagarta Lonomia obliqua, por exemplo, cientistas identificaram moléculas com ação de regeneração celular, que apresentam potencial para cicatrização de queimaduras e para tratamento de doenças articulares e degenerativas. Já no veneno do peixe niquim (Thalassophryne nattereri), foi descrito um peptídeo anti-inflamatório que demonstrou atividade contra asma em testes em modelos animais.
Conforme a produção de conhecimento avançava, o Instituto Butantan também se tornou referência na formação de novos profissionais especializados em toxinologia, contando com um dos únicos programas gratuitos de pós-graduação brasileiros voltados à área. Ao mesmo tempo, continuou trazendo a população para perto da ciência, por meio de seus museus, atividades educativas e, mais recentemente, cursos gratuitos voltados ao público geral.

O contato próximo com a sociedade civil sempre foi um dos pilares fundamentais do Instituto Butantan. Em 1914, a instituição inaugurou o Serpentário – viveiro de serpentes a céu aberto – e seu primeiro museu, que mostrava parte da coleção zoológica, buscando conscientizar a população sobre animais peçonhentos. Mais tarde, passou a expor espécimes vivas, como serpentes, aranhas, escorpiões e lagartos, no local hoje conhecido como Museu Biológico. O Mão na Cobra, atividade tradicional de divulgação científica do Butantan, é uma das tantas ações que até hoje ajudam a desmistificar as serpentes, comumente vistas como “vilãs”, possibilitando que as pessoas se aproximem de bichos vivos para além dos familiares mamíferos.
“A solução de Vital Brazil foi brilhante: ele transformou ciência em espetáculo. Demonstrações públicas de serpentes e programas educacionais atraíram multidões, que vinham pelo entretenimento e ficavam pela ciência” (Silvia Travaglia-Cardoso e Erika Hingst-Zaher. Where museum meets zoo: Butantan’s living Herpetological Collection. Responsible Herpetoculture Journal. #25 January-February 2026)
Antigamente, os animais ficavam em recintos parecidos entre si, com plantas artificiais e pouco ou nenhum substrato. Quem visita hoje o Museu Biológico do Instituto Butantan encontra recintos personalizados e pensados para cada espécie, com plantas naturais, troncos, abrigos e temperaturas específicas que simulam seu habitat natural. Essa ambientação, além de aumentar o bem-estar dos animais, permite que eles expressem seu comportamento natural. Assim, os pesquisadores conseguem estudá-los e compreendê-los com mais profundidade, gerando conhecimentos indispensáveis para a conservação.

Além do Museu Biológico e do Serpentário, o Butantan conta com outras exposições de animais vivos, como o Macacário, que abriga descendentes de uma colônia de macacos Rhesus trazidos da Ásia em 1929; o Reptário, um viveiro com lagartos e quelônios; e o Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEv), que apresenta o universo dos répteis brasileiros ameaçados em visitas guiadas e desenvolve pesquisas focadas em conservação. No LEEv, é possível observar serpentes, lagartos, cágados e jabutis em ambientes que simulam seu habitat natural, além de um recinto com três sucuris-verdes.

Grande parte dos animais expostos no Parque da Ciência são resgatados do comércio ilegal pelo Ibama e pela polícia. Muitos são exóticos (espécies que não ocorrem no Brasil) e alguns são nativos, mas não é possível determinar a sua origem exata nem as condições em que eles estavam vivendo. Pela segurança do próprio animal e do meio ambiente, ele não pode ser reintroduzido na natureza, pois poderia gerar um desequilíbrio ecológico entre as espécies locais. Além disso, teria dificuldade para caçar e sobreviver por ter crescido em cativeiro.
Ao serem acolhidos pelo Butantan, esses animais ganham uma nova possibilidade de vida. Tornam-se símbolos da educação ambiental, contribuindo para a conscientização sobre os impactos do tráfico animal e a importância da preservação das espécies. No Brasil, segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente da natureza a cada ano.
No Butantan, os animais passam por acompanhamento veterinário periodicamente. “Hoje em dia, temos veterinários especializados inclusive em aranhas. O cuidado foi se aprimorando, o que também aumentou a longevidade de todos esses animais”, conta a pesquisadora do Museu Biológico Silvia Regina Travaglia Cardoso. Uma das serpentes mais velhas em exposição é a sucuri carinhosamente apelidada de Muzinha, que vive no Butantan há mais de 20 anos e impressiona visitantes com seus mais de 5 metros de comprimento e 97 kg.
O Instituto também oferece capacitação para o Corpo de Bombeiros e a polícia ambiental, ensinando os profissionais sobre o manejo seguro de serpentes e outros animais peçonhentos. Além disso, promove ações educativas para moradores de comunidades isoladas, que vivem em maior risco de sofrer acidentes com serpentes.

Com recintos que se aproximam da vida na natureza, viveiros ao ar livre, estratégias para reduzir o uso de modelos vivos em pesquisa e trabalhos de conservação, o Butantan mantém a ética e o bem-estar animal como norte de suas atividades. A prática do enriquecimento ambiental, que norteia a criação dos recintos do Museu Biológico e dos outros espaços de manutenção de animais vivos do Butantan, oferece estímulos sensoriais, sociais, cognitivos, estruturais ou alimentares imprevisíveis, semelhantes ao que eles encontrariam na natureza, contribuindo para sua saúde cognitiva.
Os habitantes do Macacário, por exemplo, vivem em um espaço com lago, balanços, pneus e troncos para escalar, permitindo que eles expressem seu comportamento natural. Herdeiros dos macacos trazidos para o Brasil em 1929 para contribuir na pesquisa de uma vacina contra a febre amarela, hoje esses animais figuram como pequenos educadores ambientais, sendo a única colônia de macacos Rhesus no país aberta à visitação do público.

Um elemento essencial para a manutenção de todo esse complexo é o Biotério Central, responsável pela criação de animais de laboratório, que fornece alimentação para os exemplares das exposições e da produção de soros, contribui para o desenvolvimento das pesquisas do Instituto e capacita profissionais na área de bioterismo. Um recente projeto de expansão da área deu origem ao Centro de Bem-Estar Animal, que visa o desenvolvimento de modelos experimentais mais precisos, alinhando o Butantan ao movimento global de redução do uso animal em testes.
Ainda com esse objetivo, o Instituto investe em modelos experimentais inovadores, como o zebrafish (peixe paulistinha). A espécie possui alta similaridade genética com seres humanos, é de fácil manejo e permite a realização de testes sem procedimentos invasivos, contribuindo para reduzir o uso de mamíferos em laboratório.
“O Butantan é uma instituição de vanguarda – nós já tínhamos as nossas próprias comissões de ética antes de haver legislação sobre o uso de animais em pesquisa no Brasil. O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal [CONCEA] foi criado em 2008 e trouxe muitos ganhos para o bem-estar animal”, reflete a pesquisadora e diretora do Biotério Central do Butantan, Vania Mattaraia.
Somado a isso, entre os esforços de conservação animal, destacam-se projetos voltados às serpentes insulares, como a jararaca-ilhoa, residente da Ilha da Queimada Grande – popularmente chamada de “Ilha das Cobras”. A partir da manutenção ex situ (fora do ambiente natural), os cientistas investigam aspectos como reprodução, alimentação e uso do habitat, buscando viabilizar a preservação genética e o aumento da população da espécie ameaçada.
Trabalhando com e pelos animais, instituições como o Butantan reforçam a importância de conhecer e preservar a biodiversidade e de conectar a sociedade com a ciência. As portas abertas, por meio de museus, viveiros e da própria natureza que habita o Parque da Ciência, servem como um instrumento educativo e uma lembrança de que a nossa saúde também está ligada à saúde animal e ambiental, e que cuidar do ambiente é cuidar de todos nós.
"Nosso legado de ciência cidadã, iniciado por Vital Brazil há mais de um século, continua por meio de programas educativos que transformam o medo em fascínio e os visitantes em defensores da conservação de répteis e anfíbios." (Silvia Travaglia-Cardoso e Erika Hingst-Zaher. Where museum meets zoo: Butantan’s living Herpetological Collection. Responsible Herpetoculture Journal. #25 January-February 2026)
Referências:
Calleffo, M. E. V., & Barbarini, C. C. (2007). A origem e a constituição dos acervos ofiológicos do Instituto Butantan. Cadernos De História Da Ciência, 3(2), 73–100. https://doi.org/10.47692/cadhistcienc.2007.v3.35725
Canter, Henrique Moisés. 100 anos de Butantan. 2000.
TEIXEIRA-COSTA, Luiz Antônio; HINGST-ZAHER, E. Vital Brazil: um pioneiro na prática da ciência cidadã. Cadernos de História da Ciência, v. 10, p. 2014-54, 2015. Disponível em: https://ohs.coc.fiocruz.br/artigo/vital-brazil-um-pioneiro-na-pratica-da-ciencia-cidada/.
Travaglia-Cardoso, Silvia Regina. Hingst-Zaher, Erika. Where museum meets zoo: Butantan’s living Herpetological Collection. Responsible Herpetoculture Journal. #25 January-February 2026.
Vaz, Eduardo. Fundamentos da História do Instituto Butantan – Seu desenvolvimento. 1949.



